POR MAYQUELE LOYOLA
No início do mês de março no Brasil, a população foi apresentada ao isolamento social, como medida preventiva contra o avanço da Covid-19, doença que causou a morte de mais de 150 mil brasileiros e atingiu diversos setores, dentre eles, o educacional, que passou a ser intermediado pelas tecnologias.
A reconfiguração do ensino atingiu aproximadamente 1,37 bilhões de estudantes no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
O método remoto, ainda vigente, se caracteriza por ser instantâneo e temporário, cujo surgimento ocorreu para amenizar os impactos na aprendizagem, de maneira emergencial. Ao contrário do EAD (Educação a Distância), onde as aulas são planejadas, estruturadas e a metodologia é pensada com antecedência.
Mediante a esse novo processo, dificuldades surgiram, divergidas pela individualidade de cada aluno. Ansiedade, diminuição da motivação e o difícil acesso às tecnologias, são fatores que impossibilitam o acompanhamento das aulas virtuais. “Tenho dificuldade para aprender a matéria, por falta de concentração e instabilidade da internet, por outro lado, descobri novas ferramentas tecnológicas, que servem para muitas finalidades.” afirma a estudante Maira Tomaz, que cursa o 9º ano na escola particular Dom Pedro II.
FUTURO DA EDUCAÇÃO
Diante dos fatos, é inevitável não pensar no futuro da educação, considerando que as ferramentas tecnológicas têm alto desempenho e demandam novas condutas. A psicóloga Ana Virgínia Mangussi, , mestre em educação, ambiente e sociedade, acredita que no futuro modificações serão necessárias. “Engajar e envolver os alunos, definir prioridades pedagógicas, seguir protocolos de segurança e manter uma comunicação direta com a comunidade, serão ações essenciais’’.

Para farmacêutica Danyelle Marini doutora em educação superior, no período pandêmico, o processo cognitivo dos graduandos, foi afetado, já que não houve a possibilidade de desenvolvimento de estudos práticos, logo, as aulas deverão ser repostas, assim como os estágios. Pensando a longo prazo, Danyelle explica que o ensino semipresencial pode ser tornar mais procurado nos próximos anos. “O conceito de sala de aula invertida, onde os alunos são ativos no processo de aprendizagem, irá se intensificar. Na modalidade semipresencial, o estudante poderá aprender a teoria a distância e contextualizá-la e praticá-la em sala de aula”, conclui.
Consequentemente, ao longo dos anos, os serviços digitais se farão mais frequentes, por proporcionarem oportunidades. Segundo a tecnóloga Adriana Nascimento, mestre em educação, um exemplo são as vagas que têm sido disponibilizadas para trabalhos remotos neste período de isolamento social. “Profissionais que antes tinham o sonho de trabalhar em determinada empresa, mas possuíam a limitação da distância, atualmente estão tendo a chance’’, alega.
Infere-se que o marco tecnológico no setor educativo promoverá transformações em todos os campos e o retorno das aulas presenciais será pautado por reforços, planejamento e desenvolvimento tecnológico, com objetivo de equalizar a aprendizagem e formar profissionais multifacetados e flexíveis.












