POR DANIELA PRADO

Desde a década de 80, talvez até antes, quem passa pela Avenida Dona Gertrudes, na esquina da galeria do antigo Supermercado Porto Real (hoje Forte Mix), não resiste a uma parada para olhar as novidades em calçados, bolsas e carteiras da loja Lina. A unidade permanece no mesmo local, ganhou loja nova, mais ampla e moderna, mas é sempre um convite, tanto para os saudosistas como para as novas gerações, que encontram ali sapatos e acessórios para diversas ocasiões.


Há 14 anos, as irmãs Viviani Bertoloto Varzim e Graziela Tapis Bertoloto estão à frente desse empreendimento. Antes da Lina chegar à vida delas, as irmãs tinham, cada uma, sua profissão – Viviani era fonoaudióloga e Graziela lecionava, profissões que, desde que elas optaram pelo comércio, ficaram de lado, sem que ambas cogitassem retomar a carreira inicial. “O comércio sempre foi muito presente em nossa família. Talvez, por isso, sempre tivemos vontade de ter nosso próprio negócio. Tudo começou em 2003, quando abrimos a Caramelo, uma loja de brinquedos educativos. Em 2006 surgiu a oportunidade de comprarmos a Lina, e já tínhamos percebido que era o comércio que queríamos seguir. Resolvemos investir neste novo empreendimento”, conta Viviane, sobre como foi o começo à frente da loja, afirmando que acredita que esta mudança no perfil da loja, a partir do momento em que elas assumiram, promoveu naturalmente o empreendedorismo, por serem de uma geração mais jovem. “Trouxemos uma linha mais moderna, marcas novas, o que influenciou em atingir este novo público, mas sempre nos preocupando em manter a clientela já existente”, ressalta a empresária. Sobre o desafio de “perpetuar” o nome da loja que atravessou gerações e se mantém firme, as irmãs enxergaram na Lina uma grande oportunidade, tendo como foco manter o nome e a tradição da marca.


“Acreditamos que a única maneira de permanecer firme no mercado e obter sucesso é gostando do que se faz, ter determinação e trabalhar duro. Sobre driblar esta economia difícil, achamos que não podemos focar no problema. Lógico que olhamos para os números, mas não deixamos que isso nos paralise”, enfatiza Viviani. Turbulências acontecem, as irmãs empreendedoras sabem disso, mas decidiram permanecer firmes nesta escolha, pois entendem que fases difíceis sempre existirão, em qualquer profissão. Para se impor e se destacar em um mercado, às vezes competitivo, Viviani acredita que é fundamental estar antenada nas tendências de moda, buscando constantemente opções para os clientes, além do cuidado em manter uma loja acessível a todos. “Na nossa opinião, para ser um empreendedor no comércio, assim como em qualquer profissão, é preciso ter o perfil, ser extremamente organizado financeiramente e estar sempre traçando metas para seguir, tendo a consciência de que se terá muito trabalho pela frente”, finaliza ela.