POR DANIELA PRADO

Toda mudança brusca de temperatura traz consigo problemas de saúde sazonais – gripes e resfriados no inverno, conjuntivite, frieiras no verão, só para citar, bem superficialmente, alguns. Pois bem, animais domésticos também passam por isso e, com a chegada do calor, uma série de patologias acomete cães e gatos com maior frequência, sendo o carrapato um agente parasita que está nesse cenário de verão. Andréa Gonçalves Lara de Andrade, médica veterinária da Clínica Montanheses, que trabalha com cães, gatos, aves e roedores, esclarece que, de fato, quando a temperatura aumenta, os parasitas de modo geral desenvolvem-se com mais facilidade.

“Carrapatos, pulgas e vermes, os chamados parasitas internos (verminoses) também são mais intensos no verão, sendo que, no inverno, eles não deixam de existir”, diz Andréa. A veterinária esclarece que, na verdade, os hemiparasitas entram na corrente sanguínea através da picada, com a finalidade de se alimentarem. “Quando o carrapato vai morder o hospedeiro para se alimentar, ele libera uma saliva para que não haja a coagulação do sangue, até para conseguir sugá-lo. E ao liberar essa saliva, ela é que leva o parasita que está dentro do carrapato para dentro do animal que está sendo picado”, descreve Andréa, completando que esse é o modo de transmissão e vale tanto para cães como para gatos.
Outro detalhe que ela justifica é que, mesmo que em um ambiente com infestação de carrapatos, a probabilidade de haver um espécime doente seja maior, basta um único doente para que o animal seja atingido. “Na realidade, eles estão sempre se contaminando porque, se o carrapato for saudável e ingerir o sangue de um cachorro doente, ele vai ficar contaminado; e quando for sugar o sangue de um cão sadio, levará essa contaminação. As pessoas têm medo de deixar vários cães juntos porque um tem a doença e pode passar para o outro, mas quem transmite a doença é só o carrapato contaminado, ou seja, um cachorro não passa a doença para o outro”, acentua a veterinária.

O fato do animal ser criado na cidade, com toda segurança, proteção e cuidados veterinários, não impede o pet de ter a doença. Andréa observa, ainda, que o carrapato pode vir numa ave que pousa no quintal, pode ser trazido no adubo colocado naquela planta da cozinha, está nas calçadas e na frente da sua casa.“Geralmente ele fica mais em frestas, em lugares mais quentes. Ele não mora no cachorro, nem no gato. O carrapato e a pulga hospedam-se nestes pets para se alimentarem. Eles vivem e se reproduzem no ambiente. Às vezes você sai com seu cachorro, vai a um jardim em frente a sua casa e é ali que ele vai se contaminar”, comenta Andréa, salientando que os matinhos destas calçadas também costumam atrair carrapatos, que podem até subir na sua roupa e, por você, encontrar o cachorro, pelo qual têm preferência devido ao fato da temperatura do animal ser superior a dos humanos.

O animal, como a veterinária enfatiza, tem que estar o mais protegido possível, evitando esses ambientes porventura contaminados e, hoje em dia, existem muitas medicações interessantes para combatê-los. “Eu, particularmente gosto mais do produtos que você dá para o animal usar e não os de uso no ambiente. Assim você medica o animal e, quando forem passear, ele não vai trazer carrapato para a sua casa. Se trouxer, a tendência é que esse carrapato morra, pelo fato do animal estar protegido”, ressalta Andréa.

O fato do animal ser criado na cidade, com toda segurança, proteção e cuidados veterinários, não impede o pet de ter a doença. Andréa observa, ainda, que o carrapato pode vir numa ave que pousa no quintal, pode ser trazido no adubo colocado naquela planta da cozinha, está nas calçadas e na frente da sua casa.“Geralmente ele fica mais em frestas, em lugares mais quentes. Ele não mora no cachorro, nem no gato. O carrapato e a pulga hospedam-se nestes pets para se alimentarem. Eles vivem e se reproduzem no ambiente. Às vezes você sai com seu cachorro, vai a um jardim em frente a sua casa e é ali que ele vai se contaminar”, comenta Andréa , salientando que os matinhos destas calçadas também costumam atrair carrapatos, que podem até subir na sua roupa e, por você, encontrar o cachorro, pelo qual têm preferência devido ao fato da temperatura do animal ser superior a dos humanos.

O animal, como a veterinária enfatiza, tem que estar o mais protegido possível, evitando esses ambientes porventura contaminados e, hoje em dia, existem muitas medicações interessantes para combatê-los. “Eu, particularmente gosto mais do produtos que você dá para o animal usar e não os de uso no ambiente. Assim você medica o animal e, quando forem passear, ele não vai trazer carrapato para a sua casa. Se trouxer, a tendência é que esse carrapato morra, pelo fato do animal estar protegido”, ressalta Andréa.

SINTOMAS DA DOENÇA

Segundo Andréa, animais acometidos pela temida doença do carrapato tendem a ficar muito quietinhos, dormindo mais tempo que o habitual e ficam inapetentes. “Muitas vezes, querem só aquela guloseimazinha e isso engana um pouco o proprietário porque o pet não come a ração. Mas a guloseima, ele dá uma corridinha e pega; o dono acha que está tudo bem. Com o calor, a pessoa também se confunde porque acha natural o animal ficar abatido, mesmo”, observa. O abatimento a que Andréa se refere também não é o dia todo – na doença do carrapato, são picos febris, ao longo do dia.

“Mas o dono conhece seu animal melhor que nós, veterinários. Se percebeu alguma coisa estranha, como a pelagem ficando diferente, ou se o cachorro sempre foi muito rosado na boca, nos olhos e agora já não está tanto, procure um veterinário para fazer uns exames e observe bem, porque a doença também pode se instalar no animal e ficar por muitos meses sem sintomas. Posteriormente, se o pet desenvolver alguma outra patologia, aí é que ela derruba o animal”, enfatiza.

COMO AJUDAR SEU PET

Andréa pondera que a doença do carrapato tem uma margem de cura bem interessante, existem antibióticos e exames específicos que permitem detectá-la, para conseguir tratar o parasita certo. “As pessoas são muito preocupadas com limpeza e parecem ter receio de que a gente pense que o ambiente em que o animal vive tem sujeira, mas não tem nada a ver. Então, não fique envergonhado, procure sempre um veterinário responsável, que vai dar andamento aos procedimentos cabíveis. O ‘olhômetro’ não funciona bem e tende até a prejudicar em alguns casos. Alguns animais podem ter um problema anterior que você deve tratar primeiro, melhorar o estado geral dele para depois poder tratar da doença, sem riscos do próprio tratamento fazer mal. Em suma, sempre é bom procurar um profissional veterinário responsável, para poder realmente ter uma base mais segura”, finaliza.