Com mais de quatro décadas de existência, a EAPIC — Exposição Agropecuária Industrial e Comercial de São João da Boa Vista — faz parte da história de nossa cidade.
Tudo começou na década de 1890, quando fazendeiros expunham seus animais em quermesses realizadas em fazendas da cidade. A mais tradicional delas, era a quermesse realizada na Fazenda Matão, considerada o embrião da primeira Exposição Regional de Animais, que só aconteceu em 1941, por conta da inauguração do Recinto de Exposições, realizada pelo interventor estadual Fernando Costa.
As exposições regionais serviam como eliminatória para a participação na Exposição Nacional do Parque da Água Branca em São Paulo, por isso o evento passou a exercer grande influência no mundo agropecuário.
PRIMEIRA EXPOSIÇÃO
Logo após, em 1943, o Recinto recebeu sua primeira expansão, durante o mandato do então prefeito municipal Henrique Cabral de Vasconcellos. Em 1960, a exposição foi promovida ao nível estadual, inclusive gado leiteiro Holandês. Mas, em 1968, devido a problemas financeiros e a complicada situação econômica do país, a exposição não foi realizada nos dois anos seguintes.
Em 1970, o presidente da então Associação Comercial e Industrial, Cesar Elias Salomão, com apoio do presidente do Sindicato Rural, Chico Malheiros, organizaram uma comissão para reativar a exposição, que era considerada de suma importância para o desenvolvimento econômico do município.
Foi assim que surgiu o nome EAPIC (Exposição Agropecuária Industrial e Comercial), sugerido por João Francês. Assim, as duas entidades, com fundos próprios e apoio político, conseguiram realizar o evento.
REGULARIDADE
A EAPIC só passou a ser realizada com regularidade a partir de 1973, com exceção dos anos 1976 e 1978 devido ao grave surto de febre aftosa que assolou o país. Em 1979 a feira retornou com força e, em 1984, em homenagem ao sanjoanense criador de gado leiteiro e apaixonado pelo cavalo da raça Mangalarga, o Recinto de Exposições foi batizado como “Recinto de Exposições José Ruy de Lima Azevedo”.
A cada ano, o evento evoluiu, e influenciou o município a se tornar uma das bacias leiteiras mais importantes do estado de São Paulo. E assim foram enaltecidos pecuaristas como José Ruy de Lima Azevedo, Rubens Novaes, José Osvaldo Junqueira, Jorge João Nasser, Francisco Mancini, Wilson Nogueira, Heitor Parreira entre tantos outros.
EXPOSIÇÕES
O recinto de exposição agropecuária abrigou respeitáveis encontros de grandes criadores e fazendeiros que lá desfilaram e exibiram as mais finas raças apoiadas pelo Ministério da Agricultura do Estado de São Paulo. As primeiras exposições que ocorreram foram de gado leiteiro da raça Holandesa. Depois outras raças bovinas e animais foram introduzidos, inclusive cavalos Mangalarga e árabe, também mini horse, muares, caprinos, ovinos e búfalo. Em sua pista desfilaram cavalos campeões nacionais da raça Mangalarga, como: Fogo, Turbante, Brasil, Enigma e Chapéu.












